Arquitetura




A proposta arquitetônica apresenta espaços para desenvolvimento das atividades programadas para o projeto. A edificação se desenvolve em dois blocos construídos em madeira certificada, unidos em um corpo central em alvenaria, onde estão localizados os sanitários. Esses blocos estão unidos com uma angulação de 45º, uma referência ao partido adotado no edifico principal da Fazendinha.
No primeiro bloco se encontra a grande sala de leitura onde estão as estantes de livros, mesas de leitura e poltronas, tapete com amofadas afim de criar um ambiente descontraído para crianças, bem como a recepção. No segundo bloco, estão a sala de informática, a sala de alfabetização e cursos diversos e o atelier, onde serão ministradas as aulas praticas de artesanato, culinária e trabalhos manuais. Por fim um pequeno consultório onde poderão ser feitas consultas e orientações médicas.
Esse conjunto está implantado em uma parte elevada do terreno e está implantada sobre pilotis de madeira afim de que não haja intervenções na topografia, o acesso é feito por rampa também de madeira com inclinação de 8% afim de garantir acessibilidade.
Também faz parte do complexo o anfiteatro, onde serão desenvolvidas atividades físicas, de dança, roda bem como apresentações culturais e teatrais desenvolvidas pelos freqüentadores do projeto.

Implantação


O local escolhido para implantação do projeto é uma área dentro da Fazendinha do Izabela Hendrix.
Foi escolhido aquele local por se tratar de um projeto a ser desenvolvido com suporte dos cursos de graduação do Instituto Izabela Hendrix.

Conceito

Ao imaginar um local onde idosos e crianças convivem em harmonia uns aprendendo com os outros em perfeita interação, surge o local imaginário criado por Monteiro Lobato, o Sitio do Pica-Pau Amarelo.
O que se percebe é que se trata de um lugar que é fonte de conhecimento e aprendizado, astronomia, história, ciência, literatura e cultura popular são abordados de forma lúdica e envolvente e nunca deixando de lado as brincadeiras e diversões. Assim, muito oportuno que o projeto receba o nome “Sítio do Pica-Pau Amarelo”.

Dentro dessa temática, podemos relacionar os personagens desse universo a atividades a serem desenvolvidas no projeto:







Núcleo Dona Benta

"Dona Benta é a dona do Sítio do Picapau Amarelo e avó de Narizinho e Pedrinho. Ela é uma senhora bem educada e bastante informada, que representa a sabedoria culta. Gosta de ensinar aos netos várias matérias como Física, Geografia, Astronomia e História e é famosa por descrever estas matérias de um jeito que todos entendem. Além disso, Dona Benta, sempre gosta de contar ótimas histórias."

Aqui, as crianças receberiam reforço escolar por adultos que possuem formação escolar satisfatória ao desenvolvimento dessa atividade bem como o incentivo a leitura. Nesse núcleo também seriam apresentadas a elas fatos e acontecimentos da história de Roça Grande.

O projeto educacional poderia ser desenvolvido e acompanhado por alunos do curso de Pedagogia e Serviço Social.




Núcleo Tia Anastácia:

“A extrema bondade de tia Nastácia dava-lhe, no contexto do Sítio do Picapau Amarelo, o verdadeiro ar de brasilidade. foi pela boca de tia Nastácia que dezenas de Histórias do folclore brasileiro foram sendo narradas, com deleite, aos meninos do Sítio. Por seus lábios, personagens menosprezados do rico fabulário popular encontraram meios de chegar aos leitores mirins do Brasil. Tia Nastácia é a personagem que representa a sabedoria popular, a sabedoria do povo. Alem disso é uma cozinheira de mão cheia”.


Manter vivas as crendices, rezas, musicas, ervas medicinais, chás, medicina popular e receitas típicas da região. Esse é o objetivo das oficinas ministradas nesse núcleo.

Biomedicina, ciências biológicas, nutrição e agronomia são alguns dos cursos que podem desenvolver e acompanhar as atividades dessas oficinas




Núcleo Tio Barnabé


“Ele é um homem da roça, que mora nas propriedades de Dona Benta com o consentimento da boa senhora, onde ajuda nas diversas tarefas do sítio. Um negro velho que vive fumando cachimbo e sabe tudo sobre a floresta, o folclore e superstições. Grande amigo de Pedrinho, foi ele quem ensinou a "pegar" um saci.”


Muitas são as lendas, contos fantásticos e folclóre e artesanato em Roça Grande, nessa oficina os mais experientes poderiam contribuir para manter viva essas crendices e lendas que são tão importantes na composição da cultura de um lugar.

Musica, arquitetura e design de interiores poderiam desenvolver um trabalho de estudo e ensino dessas práticas.



Núcleo Pedrinho

“Pedrinho é um menino bastante corajoso (seu único medo é de vespas) e aventureiro, neto de Dona Benta e primo de Narizinho, Pedrinho mora na cidade e sempre vem passar as férias no sítio de sua avó. É lá que ele junto com sua prima, a boneca Emília, o visconde de Sabugosa e outros tramam e aprontam várias travessuras e reinações no sítio e até no espaço sideral.”

Uma das grandes “parcerias” que podem ser estabelecidas entre crianças e idosos seria a inclusão digital e disseminação de tecnologia.
Podem ser planejadas oficinas onde crianças podem apresentar as novas possiblidades da modernidade e assim cria novos pensamentos em idosos que tem suas referências em outras épocas tão diferentes.

Um curso que seria muito importante no desenvolvimento desse núcleo seria o de Informática e Marketing.

Público alvo

Pretende-se que o projeto atenda idosos que estejam dispostos a transmitir seus conhecimentos práticos de vida, ofícios, histórias. E também crianças para que aprendam sobre o lugar onde vivem e também possam compartilhar novos conhecimentos, como informática, novas histórias e uma nova forma de ver a vida.

O Projeto

O projeto propõe a criação de um local de relacionamento entre idosos e crianças, onde eles poderiam interagir uns com os outros através da troca de conhecimento, as crianças teriam um referencial, seriam apresentadas a conhecimentos que muitas vezes se perdem com o tempo. Através do projeto a cultura e a história de Roça Grande seriam perpetuadas, e essa é uma forma de criar vínculos muito importantes com o local de onde se vem.
Cantigas de roda, histórias, lendas, culinária típica, práticas populares, tudo isso seria um novo universo a ser desvendado e ninguém melhor que aprender tudo isso com pessoas que vivenciaram essas referências no decorrer do tempo.
Em contra partida, é importante que se inclua toda a população nas novas formas de conhecimento do mundo em que vivemos. Inclusão digital, educação ambiental e orientação para questões de saúde, e até mesmo alfabetização.